Achei muito interessante esta exposição da Marlene Barros. É uma artista que eu não conhecia mas gostei bastante do trabalho. São obras mais voltadas para o corpo humano, para o íntimo. Especialmente, o corpo feminino, imaginado aqui em suas partes correlacionando a violência social sofrida. Por meio de texturas, bordados, costuras, fendas, rasgos e aberturas o corpo é dilacerado, recortado, suturado e exposto como um conjunto de simbolismos que denunciam as relações afetivas e pessoais de muitas mulheres em nosso país. Com fotografias de mulheres, recortadas e recolocadas com outros olhos, narizes e bocas e com frases que dizem sobre uma continuidade biológica familiar, essas imagens, todas alinhadas evidenciam um fator violento, internamente implícito na vida daquelas pessoas.